Marisa
Fonseca Diniz
O artigo de hoje é uma reflexão sobre as relações
profissionais e pessoais que todos nós temos e que nem sempre é saudável ter
por perto. As redes profissionais surgiram com o intuito de aproximar as
pessoas uma das outras, a fim de que interesses em comum fossem compartilhados,
porém nem sempre é possível tal procedimento.
Muitas pessoas se aproximam de outras apenas no intuito de
tirar algum tipo de proveito próprio, seja algum contato que julga ser
interessante ou alguma informação privilegiada. Mas, há aqueles indivíduos que
mesmo sem nunca ter conversado com alguém da sua rede de contatos possa se
sentir no direito de dizer que foi indicado para algum cargo ou alguma posição
no qual julga ser de extrema importância, e quando descoberto em seu ato pode não
hesitar em prejudicar ou ameaçar quem acreditava ter o dever de ajudá-los nesta
empreitada.
O mundo está cheio de pessoas interesseiras, falsas,
mentirosas e perigosas, mas como combatê-las? A pergunta paira sobre a cabeça
de muitas pessoas, pois nos dias atuais não há se quer uma pessoa que não tenha
vivenciado situações como estas em sua vida.
Sabemos que muitas pessoas gostam de conflitar com outras
gratuitamente, principalmente pela internet, apenas para medir forças, sem se
importar se poderão no futuro próximo difamá-las, mesmo sem as conhecer,
simplesmente por acharem que estão acima de qualquer suspeita e que acreditam
que jamais serão punidas.
A vida trás a tona o lado negro das pessoas em tempos de
intransigência, nada se torna mais desagradável do que presenciar situações em
que certos indivíduos fazem questão de mostrar no mundo virtual que são amadas,
seguidas, curtidas, o que não significa absolutamente nada, principalmente
quando na vida real ninguém se quer sabe quem elas são.
Uma pessoa para ser adorada nas redes tem dentro dela a
falsa ideia que deve ter milhões de seguidores, que muitas vezes nem sabe por
que a seguem, devem ser polêmicas, pregar a intolerância perante opiniões
contrárias ás dela, o circo deve ser montado e ter diversos aplausos, o que dá
a impressão do quanto a pessoa se sente pobre espiritualmente e completamente sozinha,
onde só se sente totalmente aceita quando tiver súditos aos seus pés lhe
adorando.
O mesmo acontece com aqueles que têm a necessidade de
gratuitamente depreciar alguém, se colocando acima de qualquer suspeita, pois acredita
que seu cargo ou seus diplomas o faz ser melhor do que qualquer outro cidadão
comum. Pessoas de boa índole e sábias não necessitam ter súditos aos seus pés,
porque elas sabem que no mundo há diversidades de opiniões, que as pessoas são
diferentes umas das outras e que somos seres cheios de defeitos.
A vida não deve ser interpretada como uma corrida de
cavalos, onde se mede a potência de cada competidor, e sim deve ser vista com
uma oportunidade de sermos alguém melhor a cada dia que passa. Criticar o
pensamento alheio porque alguém discordou da sua opinião é um tanto insano. Ninguém
é obrigado a ter todas as teorias na cabeça porque algum pesquisador ou
especialista disse que aquele pensamento era o melhor a seguir, não, as pessoas
tem que respeitar o entendimento de cada um, não importando se as pessoas
envolvidas nas discussões possuem ou não algum diploma universitário.
Há um ditado que diz: “não adianta ter mestrado ou
doutorado e não cumprimentar o porteiro”, oras, há muitas pessoas que acreditam
que só pelo fato de terem um diploma já sejam especialista em algo, não, é um
grande erro achar isso, por isso formamos anualmente tantos analfabetos
diplomados que se quer sabem respeitar o outro. No entanto, há tantos
ignorantes mais sábios do que qualquer diplomado.
É nas entrelinhas que devemos prestar mais atenção nas
atitudes daqueles que se subjulgam ser nossos amigos ou contatos de confiança,
quem é confiável não sai por aí contando vantagens ou dizendo que fulano ou
cicrano indicou para tal oportunidade seja de trabalho ou negócio, não há
necessidade disso. Amigos verdadeiros não são aqueles que criticam ou difamam pelas
costas quem quer que seja, assim como pessoas bem resolvidas não possuem
necessidade de se autoafirmarem nas redes sociais, pois elas têm vida própria
em geral vivem muito bem no mundo real do que na internet. Não é a toa que nas
redes encontramos tantos entendidos que mal sabem interpretar um texto que
diria ter capacidade para ensinar ou influenciar algo?
Em resposta, a pergunta à cima, como combater pessoas
interesseiras, falsas, mentirosas e perigosas basta bloqueá-las e ignorá-las,
pois o tempo é o senhor da razão, e o momento certo mostrará quem elas
realmente são, a índole não muda com o passar dos anos. É claro que, qualquer
pessoa que é vítima de um cidadão sem escrúpulos fica chateada no primeiro momento,
porém não podemos esquecer que elas são as principais vítimas delas mesmas. Invejam
quem tem luz própria, pois sabem que o sucesso independe de ter vários seguidores
ou súditos.
Façamos do mundo um lugar muito melhor para se viver
evitando qualquer tipo de conflito desnecessário que não nos levará a lugar
algum, pessoas que não nos acrescentam nada de bom na nossa vida, não merecem a
nossa companhia, a nossa opinião e muito menos a nossa amizade. Pense sobre
isso!
Artigo protegido pela Lei 9.610 de 19 de fevereiro de
1998. É PROIBIDO copiar, imprimir ou
armazenar de qualquer modo o artigo aqui exposto, pois está registrado.

O trabalho O perigo está nas entrelinhas de Marisa Fonseca Diniz está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://cafesonhosepensamentos.blogspot.com/2018/10/o-perigo-esta-nas-entrelinhas.html.

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