Marisa Fonseca Diniz
Um dos preceitos do alcorão é a proibição em adorar ídolos, sendo assim é vetado todas as representações visuais a divindades. O ato religioso é considerado uma experiência mística e vital, onde a arte islâmica é iconoclasta cedendo à escrita um inusitado valor decorativo dado a grande diversificação geográfica.
O conjunto de estilos seculares e religiosos aplicados nos desenhos e na construção de edifícios bem como as estruturas formam a arquitetura islâmica. As características mais marcantes da arquitetura são as colunas, cúpulas e arcos que juntas dão beleza e originalidade aos palácios, mesquitas, tumbas, fontes e a arquitetura doméstica.
O maior símbolo da arquitetura islâmica são as mesquitas, sendo a arquitetura composta por uma torre fina e alta ou minarete localizada num dos cantos do complexo. A minarete mais alta do mundo é da Mesquita de Hassan II localizada na Casablanca no Marrocos.
O primeiro minarete foi construído no ano de 665 em Bassora durante o califado de Muawiyah I. As cúpulas também estão associadas à imagem da arquitetura islâmica desde o século VII, normalmente uma lua crescente com uma estrela é sobreposta nas cúpulas.
As musallas ou o salão das orações são livres de qualquer móvel, assim como não há nenhum tipo de representação de figura humana. Do lado oposto da entrada das mesquitas fica o muro gibla, que é posicionado numa linha perpendicular à cidade de Meca.
A simplicidade dos materiais empregados na arquitetura islâmica, tais como tijolos, gesso e o estuque contrastam com o acúmulo de recursos decorativos que fazem parte da percepção artística do espaço islâmico.
A religião muçulmana é anicônica sem a representação de imagem, mas sim de palavras que apresentam conteúdos da fé.
A decoração constitui um capítulo fundamental na arte islâmica combinada à arquitetura representada por três tipos, sendo a caligrafia, vegetal e geométrica. A importância da palavra na religião islâmica determina sua valorização, não apenas pelo seu conteúdo como também pela sua forma.
A decoração vegetal por sua vez relaciona-se com a evocação do paraíso e com a importante presença da natureza, sempre em estreita relação com a arquitetura na vida islâmica. Os motivos concretos tendem a estilizar-se nos relevos dos estuques, atauriques que utilizam a forma representativa de pinhas e folhas de acanto.
A decoração geométrica baseia-se na repetição e multiplicação de linhas que se cruzam formando motivos diversos. Aplica-se tanto em azulejos de cerâmica vitrificada, que cobrem paredes como os trabalhos de marchetaria.
Artigo
protegido pela Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. É PROIBIDO copiar, imprimir ou armazenar de qualquer modo o artigo
aqui exposto, pois está registrado.

O trabalho Curiosidades da Arquitetura Islâmica de Marisa Fonseca Diniz está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://cafesonhosepensamentos.blogspot.com/2018/07/curiosidades-da-arquitetura-islamica.html.






Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.