Chinatown ou Liberdade?



Marisa Fonseca Diniz

Qual a diferença entre o bairro Chinatown da cidade de São Francisco, Estados Unidos e o bairro da Liberdade em São Paulo, Brasil?


Aos apaixonados por cultura oriental não tem como não se apaixonar por estes dois bairros tão próximos um do outro e tão distante ao mesmo tempo. Chinatown é um bairro orientalmente emblemático, nos Estados Unidos existe pelo dez bairros chineses. Os bairros orientais mais conhecidos ficam na cidade de Nova Iorque, São Francisco e Los Angeles.

Em São Francisco, o bairro Chinatown  está localizado entre a Grant Avenue e a Stockton St com uma população de 15.000 pessoas, que variam entre imigrantes orientais e idosos.

O bairro foi fundado em 1848, sendo considerado o maior bairro fora da Ásia em terras americanas. A grande influência histórica e cultural dos imigrantes chineses acabou sendo incorporada à cidade de São Francisco, atualmente o bairro ainda mantém os mesmos costumes asiáticos, o idioma, a cultura, o clube social e a própria identidade.

Chinatown é um centro de comércio e cultura para mais de 133.000 chineses que moram na cidade de São Francisco e outros 200.000 na área da baía. É considerada a capital cultural para os chineses que fazem compras no bairro e mantêm laços afetivos nas associações familiares regionais e nos templos budistas.

Ao longo da Grant Ave pode se observar a arquitetura no estilo chinês nas lojas, restaurantes e moradias. O bairro é atração turística para mais de 75% das pessoas que visitam a cidade de São Francisco.

As principais atrações do bairro que valem a pena visitar são as seguintes:

The Chinatown Gate



O portal  Dragon Gate é a entrada oficial de Chinatown localizado na Bush St, onde a Grant Ave leva os turistas para dentro de Chinatown. O portão é decorado por dragões e peixes koi e dois leões de pedra ficam de guarda.


O Dragon Gate é um autêntico portão chinês trazido de Taiwan em 1969, na frente do portal há os dizeres do fundador da República da China, Dr. Sun Yat Sen, que significa: “Tudo sob o céu é para o bem das pessoas.”


Grant Ave


A Grant Ave percorre todo o bairro Chinatown, a paisagem é repleta de lanternas vermelhas, prédios decorados com ornamentos chineses e postes chineses.


A rua é cheia de lojas de presentes a um preço bem acessível, além de restaurantes com comida tipicamente chinesa.

Sing Chong Building

Logo após o terremoto de 1906 foram construídos dois edifícios um de frente para o outro Sing Chong e Sing Fat que estão localizados na intersecção da Grant Ave e da Califórnia St.


Projetados em estilo chinês, os edifícios foram construídos com a intenção de que após o terremoto Chinatown não fosse mudada de lugar, além de ser uma maneira de atrair mais turistas ao bairro. O cable car atração turística da cidade de São Francisco passa pelos prédios, vale a visita.

St. Mary's Church

A única construção que sobreviveu ao incêndio que destruiu Chinatown após o terremoto de 1906 foi a igreja St. Mary construída em 1853 e restaurada, porém ainda se podem ver na parte externa alguns tijolos chamuscados pelo fogo.


Abaixo do relógio há uma passagem bíblica: “Filho, observe o tempo e se distancie do mal” (Eclesiastes).

Old Telephone Exchange


Na 743 Washington St  está localizado o East West Bank (Bank of Canton) atualmente, mas no passado funcionava  a estação telefônica de Chinatown,onde  as mulheres chinesas operavam as linhas telefônicas tendo que saber os nomes e os números de todos os residentes de Chinatown.

Golden Gate Fortune Cookies



Localizada na 56 Ross Aly na Jackson St, a fábrica de biscoitos da sorte existe desde 1962,  a produção é de aproximadamente 20.000 unidades por mês. Os biscoitos da sorte são feitos artesanalmente em uma pequena fábrica em Chinatown, os sabores são os mais variados, entre eles, o tradicional, amêndoa e chocolate.

Golden Gate Bakery



A padaria está localizada no número 1029 da Grant Ave e produz deliciosas tortinhas de creme quentes e macias, que fazem sucesso na região.

Tim How Temple (Tien Hau)



É o templo Taoísta mais antigo dos Estados Unidos fundado em 1852. O templo está localizado 125 Waverly Place em Chinatown. 

Vita Tea Leaf


Localizada na 1044 da Grant Ave, a casa de chá tem uma variedade enorme de chás, vale a pena experimentar pelo menos seis sabores diferentes, pois além de ser um local tradicionalmente chinês, o ambiente é bem agradável.


Em contrapartida na cidade de São Paulo, Brasil, encontra-se o bairro da Liberdade com uma história sombria.  Na era colonial o que chamamos hoje de Praça da Liberdade era o antigo Largo da Forca, local onde havia a execução de criminosos e escravos.  Em 1604 a forca foi transferida para a Rua Tabatinguera e os enforcamentos aconteceram no local até 1891.

Próximo ao antigo Largo da Forca surgiu o primeiro cemitério público da cidade de São Paulo, Cemitério dos Aflitos ou Cemitério dos Enforcados que era destinado a indigentes e aos mortos pela forca, o local funcionou até 1858.


Em 1887 foi erguida a capela Santa Cruz da Alma dos Enforcados (Igreja das Almas) próxima ao Largo da Forca, onde a documentação primária data que a primeira missa foi celebrada em 01 de maio de 1891, ano de sua fundação. A igreja é até hoje considerada um local sinistro, aonde as pessoas vão até lá para acender velas para os mortos.

No antigo local do Largo da Forca foi construído em 1754 a Casa da Pólvora, uma vez que, a região era deserta e ficava na periferia da cidade sendo aos poucos povoada por loteamentos das antigas chácaras, que ali se encontravam.

Conta-se que o bairro recebeu este nome “Liberdade” como referência a abolição da escravatura, porém há outras versões de que seja em referência a execução dos soldados Chaguinhas e Cotidiba. O público que acompanhava a execução ao ver que as cordas que prediam Chaguinhas arrebentaram diversas vezes começaram a gritar “liberdade, liberdade”.

Durante o século XIX, imigrantes portugueses e italianos construíram diversos sobrados, que com o passar do tempo viraram pensões e repúblicas. O bairro da Liberdade atualmente é conhecido como um bairro japonês. A partir de 1912 os primeiros imigrantes japoneses começaram a residir na Rua Conde de Sarzedas, ladeira íngreme que na parte baixa possuía um riacho e era uma área de várzea. A rua possuía muitos casarões com porões, que eram alugados por um preço muito mais barato que as demais habitações.  Vários imigrantes japoneses viviam nestes porões fazendo com que aos poucos o bairro fosse criando características orientais.


Com um pouco mais de 19.000 habitantes, o bairro japonês possui diversas atrações, entre elas estão o Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil (Bunkyo) localizado na Rua São Joaquim, 381, que conta a história de quando chegaram os primeiros japoneses e sua evolução no bairro.

Palacete Conde de Sarzedas

Localizado na Rua Conde de Sarzedas, 100 é também conhecido por Castelinho do Amor construído entre os anos de 1891 e 1895 por Luiz de Lorena Rodrigues Ferreira, que se apaixonou por Marie Louise Belanger, uma francesa de 18 anos e construiu o palacete para homenagea-la.


O Palacete fica no alto da ladeira, antiga colina, sendo na época de sua construção uma construção privilegiada com vista para todo o Vale do Tamanduateí. Posteriormente o arquiteto Ruy Ohtake projetoo no mesmo espaço o prédio do Tribunal de Justiça, porém o Palacete foi tombado e restaurado, sendo instalado no local o Museu e Centro Cultural do Tribunal de Justiça de São Paulo.



O Jardim Oriental na Liberdade é um ponto de referência e simplicidade, localizado na Rua Galvão Bueno com traços da cultura japonesa, o lugar é tranquilo e a principal atração é a natureza.


As principais ruas do bairro da Liberdade são decoradas com típicas lanternas suzurantô. 

O melhor do bairro está mesmo nos finais de semana, onde a praça da Liberdade fica repleta de cores, cheiros e pessoas de todos os lugares do mundo, a famosa Feira da Liberdade recebe artesãos de vários lugares, que comercializam seus produtos das mais variadas culturas, além da oriental.

A feira também possui barracas de comidas típicas japonesas e algumas brasileiras. Ao redor da praça há também restaurantes e lojas típicas com comidas e roupas orientais.

Se no final do dia deu aquela vontade de tomar uma chá com os amigos e saborear um doce, eu recomendo a 89ºC Coffee Station localizada na Praça da Liberdade, 169. O local é frequentado por turistas do mundo todo e jovens com um novo conceito de cafeteria muito baseado no estilo californiano.


Há uma variedade de salgados, doces, café gelados e quentes e vale muito dar uma passada por lá e saborear alguns donuts recheados.
Ao longo do ano o bairro da Liberdade tem alguns eventos importantes, tais como:

Hanamatsuri (Festival das Flores)



É realizado no sábado anterior à primeira lua cheia de abril em homenagem ao nascimento do Buda Xaquiamuni. Na Rua da Liberdade, uma estátua do Buda é colocada em um altar cercado por flores onde os visitantes podem fazer pedidos enquanto banham a estátua com chá. As flores representam o jardim Lumbini onde o Buda teria nascido.

Tanabata Matsuri (Festival das Estrelas)


A celebração folclórica é uma das mais famosas em todo mundo, o festival acontece no mês de julho e se estende até agosto. As ruas do bairro da Liberdade são decoradas com bambus e papéis coloridos que representam as estrelas. Quem passa por ali pode escrever os seus pedidos em pedacinhos de papel.

Toyo Matsuri (Festival Oriental)


Na época que antecede o ano novo, o Festival Oriental se mantém no mês de dezembro se encerrando apenas nas festas da passagem de ano. O festival é composto por diversas manifestações artísticas com danças típicas e shows. A decoração das ruas é feita com bandeiras e mensagens de boa sorte.

Moti Tsuki


“Moti” significa bolinho de arroz e “tsuki” socar. Na passagem do dia 31 de dezembro para 1º de janeiro as famílias se reúnem para preparar o bolinho de arroz que é socado em um pilão. Como o trabalho é revezado por várias pessoas, o que representa a união e força que deve se manter ao longo de todo ano novo. Neste festival há distribuição de saquinhos com os motis.

Tanto Chinatown na cidade de São Francisco como a Liberdade na cidade de São Paulo valem  muito a pena visitar e conhecer um pouco mais da cultura oriental, eu recomendo!

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Baseado no trabalho disponível em https://cafesonhosepensamentos.blogspot.com/2018/08/chinatown-ou-liberdade.html.

Gente feliz não faz barulho!



Marisa Fonseca Diniz



O relatório global da Organização Mundial da Saúde, OMS sobre transtornos mentais estima que cerca de 322 milhões de pessoas em todo mundo sofram com algum tipo de desordem depressiva, sendo mais de 11,5 milhões brasileiros, quase 6% da população mundial.  O transtorno da ansiedade é outro dado de impacto, quase 10% da população brasileira enfrenta este problema, incluindo neste ranking a síndrome do pânico, as fobias, o transtorno obsessivo-compulsivo , as desordens de estresse pós-traumático, a ansiedade social e a generalizada.

Como se tudo isso não bastasse, ainda temos aqueles indivíduos vazios emocionalmente e espiritualmente que são como carroças, quanto mais vazias estão mais barulho fazem. O crescimento desnorteado das cidades tem feito com que o barulho cresça cada vez mais.

Imagine o barulho do carro, a buzina da moto, a freada do ônibus, as crianças correndo, pulando, gritando, a madame pisando forte dentro de casa, tudo é motivo para o aumento de ruído, sendo dessa maneira enquadrado como poluidor do meio ambiente.


Tomamos como exemplo um condomínio residencial de uma grande cidade localizada no continente americano, onde os vizinhos  se sentem no direito de fazer o barulho que quiserem a qualquer hora. Vamos aqui colocar quatro situações de risco:

Vizinho A: é o vizinho do lado, aquele tipo que gosta de fazer o social sem ser chamado, fica sempre de tocaia no olho mágico para ver o que seus vizinhos fazem, compram, falam, quer saber quem os visita e insanamente remexem o lixo para saber um pouco mais. Sempre acorda por volta das 06:00 h da manhã e adora falar alto, pois é do tipo folgado, abre a porta da sua residência com uma delicadeza cavalar, esmurrando a porta. É o rádio fofoca do prédio, entende de tudo e sabe de tudo. Faz o gênero “coitadinho” sempre se ofende com tudo e com todos que lhes falam algumas verdades, e não entende até hoje porque ninguém gostava da sua administração, uma vez que só cuidava da beleza externa do condomínio.

Vizinho B: é o vizinho perturbador, quase nunca abre as janelas, adora provocar, pirracento, faz barulho até altas horas da noite, batem tudo, som sempre alto, acha que pode fazer o barulho que bem quiser, deixa seus netos desmontarem a casa, pois acredita que crianças podem tudo, e é proibido coibir suas vontades. Com toda certeza seus netos e filhos são portadores da síndrome do imperador, agressivos, mentirosos, mal educados ao extremo, não cumprem regras e normas, soberbos, adoram ameaçar as pessoas que lhes contrariam e partem sempre para ignorãncia e violência. Vizinho problema, se fazem de vítima quando confrontados, e quando querem provocar os vizinhos largam o cachorro no sereno para infernizar a noite toda.

Vizinho C: é aquele sujeito com idade avançada acima dos 80 anos, que deveria estar em uma casa de repouso e não morando sozinho até porque sempre que sai de casa deixa o gás aberto, suicida, senil, não sabe até hoje qual a funcionalidade do interfone, pois abre a janela e aos gritos chama as pessoas das outras unidades ou quem está passando pela rua. É fofoqueiro, mentiroso, adora falar mal das pessoas, principalmente quando é influenciado pelo vizinho problema. Acham que criança pode tudo, e o maior desejo é morrer ao lado das crianças e cachorros do mundo. Desejos estranhos, se bobear é capaz de matar todo mundo para realizar seu desejo.

Vizinho D: é aquele indivíduo que caiu de paraquedas para o cargo de administrador e se acha o tal sabe tudo, odeia dar multa, acredita que conversar é melhor, mesmo quando o infrator das normas do prédio seja uma pessoa perturbada, quando confrontado pela falta de atitude tenta empurrar o problema para o morador, ou seja, o problema nunca é responsabilidade dele. Adora falar que quem reclama dos problemas do condomínio é sem noção, pois criança pode infernizar desde que não seja na cabeça dele. É omisso a tudo, acredita ser o homem preparado para resolver conflitos, talvez no quintal dele seja possível isso.

Visitante folgado: é aquele que entra e sai à hora que bem entender, não cumpre normas, é agressivo, barulhento, intimidador cheio de gíria de cadeia.

Absurdo? Não, por incrível que pareça estas situações são reais, e pior, muitas pessoas são vítimas de pessoas dessa natureza. Se pararmos para observar melhor, tanto os vizinhos como os visitantes com certeza são cheios de problemas emocionais, traumas, frustrações, medos e imaturidade por isso há a necessidade constante de fazer barulho cada vez mais alto. Eles precisam ser vistos, escutados e aprovados por outras pessoas por desespero de querer mostrar o que não são: “felizes”. 



As pessoas felizes não tem a necessidade de ficar mostrando nada 
a ninguém, a autoestima é equilibrada, não tem medo do silêncio, seus pensamentos são de otimismo, se colocam no lugar do outro e evitam fazer qualquer tipo de barulho, trabalham com o que gostam, educam seus filhos e domesticam seus animais. Os pensamentos são leves, não guardam mágoa, os amigos eles escolhem a dedo não precisando forçar simpatia, não possuem necessidade de ficar postando nas redes sociais o que fazem ou comem, não tem tempo para ficar jogando conversa fora com quem não tem nada a acrescentar. Gente feliz não enche o saco!

As atitudes das pessoas felizes incomodam muito as pessoas emocionalmente vazias, por isso elas sentem a necessidade de provocá-las, invejá-las, falar mal, pois é no barulho que elas se sentem poderosas, não se intimidam com nada e nem ninguém, elas são a regra, o “reizinho” até uma desgraça acontecer.


Pessoas infelizes são pessoas difíceis, pois elas nunca assumem que possuem problemas e jamais irão buscar ajuda profissional para saná-los.  Muitos indivíduos infelizes trabalham no setor público, e não se sentem reconhecidos por seus feitos, sempre se acham injustiçados. Não reconhecem seus erros e tentam empurrar o problema para os outros, tem necessidade de ficar disputando atenção, não se estresse. Ignore-os como se eles não existissem, o barulho não vai cessar, mas também você não vai precisar deixar de fazer o que ama por alguém que não tem nada acrescentar à sociedade, apenas sobrevive no dia-a-dia tentando esconder seu comportamento perturbador por imaturidade ou simplesmente por prazer.  

Pense sobre isso: Felicidade incomoda muito quem está na escuridão!

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A beleza das escadas no mundo



Marisa Fonseca Diniz


Escada é uma construção formada por uma série de degraus destinados a ligar locais de diferentes níveis desde os mais baixos aos mais elevados. A construção das primeiras escadas foram datadas do século X a.C.  em Atenas e Roma. As primeiras escadas foram escavadas na terra, em seguida vieram as móveis feitas com toras de madeira e por último as de pedras que eram suntuosas e representavam toda a luxúria de seus proprietários, tais como reis, faraós e papas.



Na idade média as escadas foram construídas apenas como utilitário, sendo altamente negligenciadas e descuidadas. Somente no Renascimento é que as escadas ganharam destaque nos palácios e edifícios aristocratas italianos. Na época do Barroco a escada era um acessório suntuoso onde era necessário caminhar por ela com cuidado. Nos dias atuais, a escada passou a ter o conceito da praticidade onde as pessoas podiam percorrê-la de maneira rápida com segurança e gastando pouca energia.



A maior escada do mundo está situada na montanha Niesen localizada nos Alpes Berneses na Suíça. O cume da montanha possui 2.362 metros e pode ser alcançado através do funicular Niesenbahn, que é um carro puxado por cabos que circula sobre trilhos tendo a função de transportar passageiros ou cargas ao longo das encostas. Ao longo do traçado do Niesenbahn fica a mais longa escadaria do mundo com 11.674 degraus.



Haiku na ilha de Oahu, no Havaí possui uma escada com mais de 3.922 degraus com 46 cm de puro aço aparafusados nas colinas escarpadas da montanha Puukeahiakahoe com mais de 850 metros de altitude, ideal para os aventureiros.


La piedra del Peñol situada na Colômbia é uma formação rochosa, que se formou ao longo de 70 milhões de anos atrás. Ao longo dos seus 200 metros de altura encontra-se uma escadaria que facilita a escalada da rocha através dos seus 649 degraus, onde pode se avistar a beleza da natureza que circunda a rocha. 



A China é montanhosa e rochosa, as montanhas de Taihang só podem ser visitadas através de uma escada espiral com 92 metros de altura. A visitação só é permitida as pessoas que não possuem problemas de saúde e menores de 60 anos.

Apesar das escadas não serem apreciadas na construção civil alguns arquitetos tem desenvolvido modelos onde à pureza das linhas e a beleza tem recebido destaque nas construções desde épocas passadas.





A escada/rampa situada no interior dos Museus Vaticanos é uma obra de Donato Bramante d’Angelo (1932) tem a forma de uma hélice dupla e é composta por duas espirais diferentes, uma de subida e outra de descida que dá acesso à saída do museu.




O Palazzo Ducale é um símbolo da cidade de Veneza e foi construído entre os anos de 1304 e 1424. O palácio tem escadas que são verdadeiras obras de arte. A Escada dos Gigantes em estilo gótico veneziano é caracterizada pela decoração de mármore em estilo renascentista do Arquiteto Antonio Rizzo.

O palácio italiano Villa Torrigani possui um jardim secreto conhecido como Ninfeo dei Venti (Nifeu dos Ventos) que é acessado por uma bela escada que esconde um túnel e duas grutas. 




Um bom exemplo de escada em estilo moderno é a elíptica da Cantina Antinori na Toscana, Itália.

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