Curiosas imagens de propagandas antigas


Quem já ouviu a célebre frase “propaganda é a alma do negócio” irá entender perfeitamente porque é tão importante relembrarmos as antigas propagandas do século passado.

A propaganda é o meio pelo qual se anunciam determinados produtos em curto prazo sejam através de comerciais publicitários, revistas, jornais, banners, entre outros, a fim de chamar a atenção do cliente ou consumidor induzindo-o de maneira sutil  a comprar o produto anunciado.

Vamos reviver algumas propagandas inesquecíveis das décadas 60, 70, 80 e 90.












Turismo em lugares assombrados do Brasil


Gabriela Diniz e Silva

Já pensou em passear pelos lugares mais assombrados do país? Se você se considera uma pessoa medrosa é bom nem passar perto dos lugares aqui recomendados... Vejamos uma lista com os melhores lugares no Brasil para sentir arrepios:



Inaugurado no final do século XIX e um dos teatros mais famosos do país, o Teatro Amazonas é rodeado de histórias que envolvem assombrações. Relata-se o sumiço de objetos e vozes assustadoras nos camarins e aparições de fantasmas. A aparição mais famosa seria de um pianista que teria morrido durante seus ensaios: o músico supostamente aparece no palco, ao som da Quinta Sinfonia de Beethoven, tocada de forma macabra. As diversas histórias de terror que circundam o belo lugar já fizeram com que, inclusive, inúmeras pessoas desistissem de trabalhar no Teatro.

Atualmente o Teatro Amazonas é, além de cada de espetáculos, um museu dedicado a contar a história da cidade de Manaus. Para quem deseja realizar um tour arrepiante pelo lugar, basta acessar o link do Teatro.



Localizado em São Paulo e sendo o primeiro arranha-céu da cidade, o Edifício Martinelli possui em seu histórico diversos crimes que lhe atribuíram a fama de mal-assombrado. Os principais são o assassinato de um menino que teria sido jogado do fosso do elevador e o outro o de um estupro e consequente assassinato de uma garota, Márcia Tereza.

Além disso, há relatos de barulhos de portas de armários e de um vulto feminino que “passeia” pelos corredores. Para quem deseja conhecer o local e suas assombrações, basta visitar o site.

Cruz do Patrão


Construída no século XVIII, a Cruz do Patrão fica na cidade de Recife, e é dada como o lugar mais mal-assombrado da capital pernambucana. Neste local realizavam-se execuções de escravos africanos que morriam no paganismo e teriam ocorrido também diversos assassinatos, incluindo penas capitais de fuzilamento.

Desde então, a Cruz serve de baliza para navios quando alinhada com a capela de Santo Amaro das Salinas. Mas, apesar de sua utilidade, o lugar ainda espanta muitas pessoas que afirmam haver aparições noturnas que podem incluir ataques e perseguições a turistas desavisados. Como as histórias de horror ocorreriam apenas à noite, há um roteiro turístico diurno chamado “Recife Mal-Assombrado” por meio do qual se pode visitar diversos monumentos.

Biblioteca Mário Lobo


Antes de abrigar a atual biblioteca, o prédio localizado no estado do Paraná era a sede da Santa Casa de Misericórdia de Paranaguá. Moradores da região relatam que, todos os dias pela madrugada, o fantasma de uma mulher vestida de branco senta-se nas escadarias do local e volta-se para uma pilastra. “O fantasma da Santa Casa” seria uma pessoa que morreu ali quando o hospital ainda era ativo.

Ainda que possua caráter de lenda urbana, há pessoas que afirmam ter registrado a aparição. De qualquer forma, a biblioteca está aberta desde 2013 e, além de histórias contidas em livros, guarda uma bela história de terror ao vivo para quem tem coragem de visitá-la após a meia-noite.

Parque da Juventude


O local antigamente abrigava a chamada Casa de Detenção de São Paulo, conhecida mais como Carandiru. O presídio foi inaugurado na década de 20 e chegou a abrigar mais de 8 mil detentos, sendo, na época, o maior presídio da América Latina. Foi palco de diversas rebeliões e histórias macabras, até seu maior escândalo, o Massacre do Carandiru, que matou mais de 100 presos em 1992.

Foi, então, desativado e, em 2002, grande parte foi implodida, dando lugar ao atual Parque da Juventude, uma área de lazer. Particularmente, já visitei várias vezes o local, mas nunca presenciei vultos ou ouvi vozes, como alegam alguns. Ainda assim, o parque não é muito frequentado e seu aspecto “abandonado” contribui para o clima horripilante, causando arrepios. Há também relatos de inúmeros assaltos na região, o que espanta ainda mais possíveis frequentadores.

Um sonho


Eugênio de Castro


Na messe, que enlourece, estremece a quermesse...
O sol, celestial girassol, esmorece...
E as cantilenas de serenos sons amenos
Fogem fluidas, fluindo a fina flor dos fenos...

As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítolas, cítaras, sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em Suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves
Suaves...
(...)

Três da manhã. Desperto incerto...
E essa quermesse?
E a Flor que sonho? e o sonho?
Ah! tudo isso esmorece!
No meu quarto uma luz, luz com
lumes amenos,
Chora o vento lá fora, à flor dos
flóreos fenos...

Quadrilha


Carlos Drummond de Andrade



João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.

João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

O engenheiro

João Cabral de Melo Neto



A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
superfícies, tênis, um copo de água.

O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.

(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro.)

A água, o vento, a claridade
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.

O amor bate na aorta


Carlos Drummond de Andrade



Cantiga do amor sem eira
nem beira,
vira o mundo de cabeça
para baixo,
suspende a saia das mulheres,
tira os óculos dos homens,
o amor, seja como for,
é o amor.

Meu bem, não chores,
hoje tem filme de Carlito!

O amor bate na porta
o amor bate na aorta,
fui abrir e me constipei.
Cardíaco e melancólico,
o amor ronca na horta
entre pés de laranjeira
entre uvas meio verdes
e desejos já maduros.

Entre uvas meio verdes,
meu amor, não te atormentes.
Certos ácidos adoçam
a boca murcha dos velhos
e quando os dentes não mordem
e quando os braços não prendem
o amor faz uma cócega
o amor desenha uma curva
propõe uma geometria.

Amor é bicho instruído.
Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.

Daqui estou vendo o amor
irritado, desapontado,
mas também vejo outras coisas:
vejo corpos, vejo almas
vejo beijos que se beijam
ouço mãos que se conversam
e que viajam sem mapa.
Vejo muitas coisas
que não ouso compreender...